Drishti da Vida

Drishti é um ponto onde você concentra seu olhar no momento da prática de asnas e meditação. 
É muito fácil se distrair quando os olhos estão vagando por todo ambiente a sua volta. Cada asana tem um drishti específico, que também ajuda no alinhamento. Por exemplo, em Utthita Trikonasana o olhar é para a mão levantada, o que também nos lembra a virar a cabeça em direção ao teto.  Mesmo que um drishti seja descrito como um olhar fixo, os olhos devem ficar sempre suavemente relaxados.

Agora, vamos para a vida fora do tapetinho:

Na vida também precisamos ter um drishti, um ponto onde você concentra sua energia e sua vontade, pois se você não tem um foco, você se perde, distribui sua energia em várias direções, em várias escolhas, vários caminhos e acaba não focando em nenhum. 
Cada asana pode ser encarado como uma fase da vida, em cada fase da vida precisamos de um foco, um drishti.

Qual o seu drishti atual, qual o seu drishti de hoje?

Namastê!
Lai

Kena Upanishad

Quem comanda a mente para que ela pense? Quem ordena que o corpo viva? Quem faz a língua falar? Quem é o Ser radiante que conduz o olho à forma e à cor, e o ouvido ao som?

O Eu é o ouvido do ouvido, a mente da mente, a fala da fala. Ele também é o alento do alento, o olho do olho. Ao abandonarem a falsa identificação do Eu com os sentidos e com a mente, e ao saberem que o Eu é Brahman, os sábios, ao deixarem este mundo, tornam-se imortais.

O olho não o vê, nem a língua o exprime, nem a mente o alcança. Não o conhecemos e nem podemos ensiná-lo. Ele é diferente do conhecido, e diferente do desconhecido. Foi o que ouvimos dos sábios.
Aquilo que não pode ser expresso em palavras mas pelo qual a língua fala sabei que é Brahman. Brahman não é o ser que é adorado pelos homens.

Aquilo que não é compreendido pela mente, mas pelo qual a mente compreende sabei que é Brahman. Brahman não é o ser que é adorado pelos homens.
Aquilo que não é visto pelo olho, mas pelo qual o olho vê sabei que é Brahman. 
Brahman não é o ser que é adorado pelos homens.
Aquilo que não é ouvido pelo ouvido, mas pelo qual o ouvido ouve - sabei que é Brahman.
Brahman não é o ser que é adorado pelos homens.
Aquilo que não é trazido pelo sopro vital, mas pelo qual o sopro vital é trazido, sabei que é Brahman. Brahman não é o ser que é adorado pelos homens.
Se pensais que conheceis bem a verdade de Brahman, sabei que conheceis pouco. 0 que pensais ser Brahman no vosso Eu, ou o que pensais ser Brahman nos deuses não é Brahman. Deveis, portanto, aprender o que é realmente a verdade de Brahman.

Não posso dizer que conheço Brahman totalmente. Nem posso dizer que não o conheço. Aquele dentre nós que melhor o conhece é quem entende o espírito das palavras: "Eu nem sei que não o conheço".

Aquele que verdadeiramente conhece Brahman é quem sabe que ele está além do conhecimento;
aquele que pensa que sabe, não sabe. O ignorante pensa que Brahman é conhecido, porém os sábios sabem
que ele está além do conhecimento.

Aquele que percebe a existência de Brahman por trás de todas as atividades do seu ser - seja sensação, percepção ou pensamento somente ele obtém a imortalidade. Através do conhecimento de Brahman, vem o poder. Através do conhecimento de Brahman, revela-se a vitória sobre a morte.

Abençoado o homem que enquanto ainda vive percebe Brahman. O homem que não o percebe sofre sua maior perda. Quando deixam esta vida, os sábios, que perceberam Brahman como o Eu em todos
os seres, tornam-se imortais.

Em determinada ocasião, os deuses obtiveram uma vitória sobre os demônios e, apesar de o terem feito apenas através do poder de Brahman, ficaram extremamente vaidosos. Eles disseram a si próprios:
"Fomos nós que derrotamos os nossos inimigos, e a glória é nossa."

Brahman percebeu a vaidade deles e apareceu diante deles. Porém eles não o reconheceram.
Os outros deuses então disseram ao deus do fogo:
"Fogo, descobri para nós quem é esse misterioso espírito."
"Sim", disse o deus do fogo, e aproximou-se do espírito. O espírito lhe disse:
"Quem sois vós?"
"Sou o deus do fogo. Aliás, sou muito conhecido."
"E que poder exerceis?"
"Posso queimar qualquer coisa que exista sobre a Terra."
"Queimai isto", disse o espírito, colocando palha à sua frente.
O deus do fogo caiu em cima da palha com toda a sua força, mas não pôde consumi-la. Então voltou rapidamente para junto dos outros deuses e disse:
"Não posso descobrir quem é esse misterioso espírito."
Os outros deuses disseram então ao deus do vento: "Vento, descobri para nós quem é ele."
"Sim", disse o deus do vento, e aproximou-se do espírito. O espírito lhe disse:
"Quem sois vós?"
"Sou o deus do vento. Aliás, sou muito conhecido. Vôo velozmente através dos céus."
"E que poder exerceis?"
"Posso soprar para longe qualquer coisa que se encontre sobre a Terra."
"Soprai isto para longe", disse o espírito, colocando palha diante dele.
O deus do vento caiu em cima da palha com toda a sua força, porém foi incapaz de movê-la.
Então, voltou rapidamente para junto dos outros deuses e disse:
"Não posso descobrir quem é esse misterioso espírito."
Os outros deuses disseram então a Indra, o maior deles todos: "Ó respeitável, descobri para nós, nós vos suplicamos, quem é ele."
"Sim", disse Indra, e aproximou-se do espírito. Porém o espírito desapareceu, e em seu lugar surgiu Uma, a Deusa-Mãe, bem-adornada e de uma beleza extraordinária. Contemplando-a, Indra perguntou:
"Quem era o espírito que apareceu para nós?"
"Aquele", respondeu Uma, "era Brahman. Foi através dele, e não de vós mesmos, que obtivestes a vitória e a glória."

Desse modo, Indra, o deus do fogo e o deus do vento, reconheceram Brahman.

O deus do fogo, o deus do vento e Indra - eles superaram os outros deuses, pois chegaram mais perto de Brahman, e foram os primeiros a reconhecê-lo.

Porém, dentre todos os deuses, Indra é supremo, pois ele foi dos três o que chegou mais perto de Brahman, e foi o primeiro deles a reconhecê-lo.

Essa é a verdade de Brahman com relação à Natureza: seja no clarão do relâmpago, ou no piscar dos olhos, o poder que aparece é o poder de Brahman.

Essa é a verdade de Brahman com relação ao homem: nos movimentos da mente, o poder que aparece é o poder de Brahman. Por esse motivo, um homem deveria meditar sobre Brahman de dia e de noite.
Brahman é o adorável ser em todos os seres. Meditai sobre ele assim. Aquele que medita desse modo sobre ele é respeitado por todos os outros seres.

Um Discípulo
Senhor, ensinai-me mais sobre o conhecimento de Brahman.

O Mestre
Já vos revelei o conhecimento secreto. Austeridade, autocontrole, execução das tarefas sem apego
esse é o corpo daquele conhecimento. Os Vedas são os seus membros. A verdade é a sua verdadeira
alma.
Aquele que alcança o conhecimento de Brahman, livrando-se de todo o mal, encontra o Eterno, o
Supremo.

OM ... Paz - paz - paz.





Fonte: As Upanishads - Sopro  Vital do Eterno, de acordo com  a revisão inglesa de Swami Prabhavananda e Frederick Manchester

Chakras - Uma abordagem Espírita (Slides)

Aqui estão os slides de uma aula que apresentei sobre Chakras, levando em consideração uma abordagem Espírita. Alguns slides ficaram desconfigurados quando transferi para cá, mas dá para entender o principal!!!


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