ISHVARA: Deus

Definitivamente falar de Deus é algo impossível, Deus tem que ser sentido.
Traduzir Deus em palavras é algo pobre, algo que não cabe, Deus é muito maior do que qualquer escrita. Quando conseguirmos expressar nossos sentimentos ao outro através das vibrações das nossas almas, talvez neste dia possamos “conversar” sobre Deus. Quando fecho os olhos e tento pensar em Deus, a imagem, ou sensação que me vem é de uma grande massa de energia de onde eu fui, digamos assim, “cuspida”, por algum motivo, e eis-me aqui

Sendo assim sou uma parte de Deus, assim como todos somos. Sou um pedaço Dele, um pedaço com características próprias, assim como numa árvore tem frutas verdes, maduras, doces, amargas. Talvez o meu “pedaço” em Deus tenha ficado “maduro” e daí... caí da árvore. Estou no chão então. Vivendo as experiências de uma fruta que caiu do pé e que sonha em um dia voltar. Volta esta que se dará no dia que a fruta “morrer”, voltar para a terra como adubo e mais uma vez se juntar a árvore.

Não. Deus não é um velhinho que fica sentando num trono dizendo o que é certo ou errado. Quando você pede a Deus que lhe ajude, na verdade você pede a uma parte de você que se revele e lhe traga a força, a coragem e a inspiração para que você possa solucionar, ou sair daquela situação. Ou ainda, você entra em contato com aquela fonte primária de onde você veio, para que ela emane vibrações em seu auxílio, você veio de lá, então você está em contato eterno com Ela. Dessa fonte primária você pode sempre solicitar o auxílio que precisar, e ele virá, pois você é parte Dela, assim como TODAS as coisas que existem no universo: Estrelas, galáxias, seres, energias etc. Se tudo vem Dele, no momento em que você se conecta, você está se conectando com um arquivo precioso, um arquivo que tem todas as respostas, todos os segredos, o Todo.

Não existe um Ser que vai te estender a mão e te tirar do sufoco. Existe você e sua relação com Deus.

Quando você agradece a Deus você faz contato com aquela massa de energia de onde você veio, você fortalece essa ligação, esse “cordão fluídico” que lhe mantém em contato com Deus.

Íshvara pranidhána: Confiar em Deus

Fé é ter a certeza de que você é parte Dele, é ter a certeza que esta ligação nunca será rompida, e que você pode sim através da oração, da sintonia com essa grande fonte primária, obter o que precisa, não o que você quer, mas o que você precisa.

Somos energia, tudo é energia, estamos ligados a todos e a tudo. Somos feitos da mesma matéria prima, porém às vezes vibrando de formas diferentes.

Esse é o “meu” Deus, esse é o Deus que sinto.
Namastê! ( O Deus que está em mim, saúda o Deus que está em você)

A Lei

Existe uma lei no universo que é a chave da Vida. É o motivo dos encontros, desencontros, razão de nossos fracassos, sucessos, é o tesouro escondido da existência, não só humana, mas da existência de todos os seres, seja nesta dimensão, ou em outras quaisquer.

Possuímos em nós um magnetismo animal, como denominava Mesmer, ou um Fluido Vital, se ficarmos com Kardec, ou ainda uma grande força psíquica que nos atrai e nos afasta de tudo que precisamos, ou de tudo aquilo que já não nos serve mais.

Se existe algo no universo que é livre e que ninguém jamais conseguirá controlar, a não ser nós mesmos (e olhe lá!), é o nosso pensamento. Tente aprisionar um pensamento; impossível! Não dá para selecionar em ordem alfabética o que eu quero e o que eu não quero pensar hoje, ou para o resto da minha vida.

Nessa tentativa, o máximo que você conseguirá fazer é dar mais força aquele pensamento. Aceite os seus pensamentos, entenda o recado que ele está lhe trazendo, pois eles fazem parte de você, menos que você deteste isso, e continue sua vida. Mantenha com você a parcela daquele pensamento que lhe transforma positivamente. Fique com o que lhe faz crescer.

Esta força invisível raramente é utilizada de forma consciente. Na maioria das vezes deixamos esse poder a cargo da parte inconsciente do nosso cérebro e aí... aí criamos situações e condições completamente opostas ao que “queremos”. Não queremos, mas só pensamos naquilo, daí atraímos.

O universo não aceita mensagens negativas, então ele fica apenas com a mensagem principal, com a energia daquilo que você não pára de pensar e você então passa a ser seu próprio carrasco.

Exemplo: Se lhe digo “Não pense em maçã”.
No que você está pensando agora?!
Pois é! Aí o universo te providencia uma maçã no capricho.
A questão é que queremos o paraíso, mas não paramos de pensar na maçã!

Ultimamente tem se falado muito na Lei da Atração, “Segredos”, etc; e apesar de nada disso ser novidade, por algum motivo, é neste momento que um grande número de pessoas está trazendo para suas vidas a consciência desse fato. Ótimo! Se ele veio como um “Segredo” revelado, ou seja lá como for... aproveite! Agora que você tem a consciência, crie sua realidade. Comece devagar, mas comece. Você já sabe que pode. Assuma a responsabilidade como criador de seu destino.

A partir de agora não existem mais culpados para acontecimentos que aparentemente pareciam não estar sob seu controle.

A partir desse momento você assume a responsabilidade pela energia que circula ao seu redor, pela energia que você sintoniza.

Observe com o que você anda gastando seus pensamentos. Utilize-o de forma construtiva, criativa.

Essa é “A Lei”.

Namastê!

Mandala: Porta para a Consciência em Evolução

Presentes nas rosáceas dos suntuosos vitrais coloridos das milenárias catedrais européias, nos misteriosos calendários maias, nos mais longínquos monastérios tibetanos onde servem de suporte à meditação, no yoguismo tântrico como instrumento de contemplação, as mandalas são também encontradas nas mais antigas inscrições e desenhos da humanidade. Em tudo, elas representam a totalidade do cosmos e o lugar que o homem ocupa nele. Parece que os nossos ancestrais de todos os tempos sabiam intuitivamente que a estrutura fundamental do universo é uma mandala. Basta que observemos a natureza para identificá-las sob todas as formas, tamanhos e coloridos.

A palavra “MANDALA”, no velho sânscrito, significa “o centro”, “o círculo mágico”, “o mistério”. É geralmente descrita como uma figura geométrica representada por um círculo sobre um quadrado ou vice-versa, mas pode ser também construída ou desenhada em forma de um círculo, um quadrado ou um retângulo, subdividido por quatro ou múltiplos de quatro, de maneira mais ou menos regular, incluindo-se ou não outras formas. Sua característica mais importante é que seu traçado é feito em torno de um centro, geralmente obedecendo eixos de simetria e pontos cardeais. Entretanto, seu contorno exterior não é forçosamente circular, mas dá a idéia de irradiar-se de um centro ou mover-se em direção a ele. Por isto, quando uma pessoa observa uma mandala tem a sensação de que ela se move e pulsa.

Um caminho em direção ao centro

Na Psicologia Moderna, o célebre psicólogo C. G. Jung, criador da Psicologia Analítica, ao estudar as mandalas orientais e sua utilização como instrumento de culto e de meditação, passou a desenhá-las, descobrindo o efeito de cura que elas exerciam sobre ele mesmo. Após anos de pesquisa e aprofundamento no conhecimento do psiquismo humano, ele passou a utilizar a construção de mandalas como método psicoterapêutico. Seus estudos o levaram a defini-la como um círculo mágico que representa simbolicamente o Eu ou Self – arquétipo da Unidade Interior.

Na Psicologia Analítica, a mandala é um círculo mágico que representa a Unidade Interior

Investigando o uso das mandalas nas tradições budistas, Jung descobriu que os conteúdos das mandalas tibetanas derivam dos dogmas lamaicos. Na doutrina dos lamas ou lamaismo, elas não têm significado particular porque são apenas representações exteriores. Para os lamas, a verdadeira mandala é sempre “uma imagem interior gradualmente construída pela imaginação ativa nos momentos em que o equilíbrio psíquico está perturbado, ou quando um pensamento não pode ser encontrado e deve ser procurado porque não está contido na doutrina sagrada”. Como são de grande importância enquanto instrumento de culto, as mandalas tibetanas geralmente contém, em seu centro, uma figura do mais alto valor religioso como, por exemplo, Shiva ou Budha.

Entretanto, como instrumento terapêutico, a mandala é utilizada, desde os tempos primitivos, pelos chamãs indígenas da América e aborígenes da Austrália que, ainda nos tempos atuais, as gravam e desenham em areia colorida. Também, místicos ocidentais e orientais de quase todas as culturas, ao longo de toda a história da humanidade, já utilizavam mandalas como “um caminho para reencontrar seu próprio centro”.


Mandalas Cósmicas

Existem, portanto, três tipos de mandalas: as de culto, as de meditação e as terapêuticas. Elas se diferenciam em função do seu uso e finalidade, mas também segundo o estado de consciência do indivíduo no momento da sua criação, isto é, estado de culto, de meditação, de cura terapêutica e de expansão da consciência, como instrumento de auto-conhecimento e transformação interior.

Entretanto, em nossas pesquisas com técnicas de Expansão de Consciência, identificamos o que Gilles Guattari denominou “mandala cósmica” – uma reprodução da dimensão cósmica da consciência da criação. As mais conhecidas “mandalas cósmicas” do mundo são criadas pelo francês Stefan Nowak.

A criação de uma “mandala cósmica” só ocorre num estado especial de consciência, chamado “estado visionário”, em que a pessoa se torna canal da consciência universal – que Jung chama de “arquétipo”, isto é, representação, no psiquismo individual, da parte herdada da psiquê coletiva. Esse chamado “estado visionário”* pode ser alcançado através da “consciência expandida”, mas a sua manifestação prática exige um intenso trabalho interior de auto-conhecimento e descoberta dos próprios potenciais de realização exterior.

No “estado visionário”, a consciência cotidiana do indivíduo se expande e, holograficamente, capta a dimensão cósmica da consciência da criação. Por isso, geralmente as “mandalas cósmicas” parecem explosões de luz.

Algumas pessoas procuram envolver a construção de uma “mandala cósmica” numa auréola mística, como se a pessoa que a produz fosse tomada por uma “energia especial” que dirige sua mão, independentemente da participação de sua mente, do seu ego, do seu psiquismo. Entretanto, como estamos vivendo a era do conhecimento, é preciso desmistificar, pois o estado de consciência expandida pode ser alcançado por qualquer pessoa que o queira.

A elaboração de uma “mandala cósmica”, isto é, no seu processo de criação, a pessoa, além do estudo e experimentação das cores, utiliza também instrumentos de medida, como compasso, régua e etc. E é exatamente por isso que ela é capaz de transformar a sua “visão cósmica”, captada num determinado instante do tempo, em uma obra de arte única, inédita e extraordinariamente perfeita. Esse tipo de mandala representa a ordem e a harmonia existentes no universo e durante o seu trabalho o psiquismo da pessoa se reestrutura internamente, unificando-se na dualidade. Isto significa simplesmente que a construção de uma “mandala cósmica” nos ajuda a liberar as nossas forças interiores de auto-cura, pois esse processo é capaz de desencadear em nós a ordem e a harmonia no lugar do caos.

Um novo e significativo todo

Portanto, além de possibilitar o auto-conhecimento e a conquista da unidade interior/exterior, reconciliando e integrando os opostos, o trabalho com mandalas traz, também, como consequência, uma vida simbólica mais intuitiva, mais criativa e individualmente mais livre, pois ajuda a pessoa a entrar em sintonia com seu potencial interior, aceitando e enriquecendo seu imaginário.

Para se realizar uma mandala é preciso aprender a perceber a idéia que vem de dentro e integrá-la à percepção exterior, tornando-a visível através de uma representação gráfica construída intuitivamente ou desenhada com instrumentos. O foco da atividade é a auto-expressão do inconsciente, quando a pessoa reúne diversos elementos de suas experiências pessoais. O resultado final é um novo e significativo todo.

Ao construir uma mandala, a pessoa expressa a sua criatividade, reinventando-se e reconstruindo-se na direção de um novo e significativo todo.

Sendo representação exterior de imagens do mundo interior que obedece a uma dinâmica de reestruturação constante, as mandalas são sempre “individualmente diferentes” e nenhuma se parece com outra, sendo impossível reproduzi-las, mesmo pelo seu próprio autor. Isto porque, ao construir uma mandala, a pessoa vivencia sua criatividade, expressa-se através dos seus próprios meios, construindo os próprios códigos, reinventando o que já existe e criando novos caminhos, pois a auto-expressão é também um caminho de construção e reconstrução do sujeito.

Portanto, seja qual for a técnica utilizada em sua construção – individual ou em grupo, seja qual for seu uso ou finalidade – estudo, meditação, auto-conhecimento, todo trabalho com mandalas contribui para a harmonia e o equilíbrio da consciência em evolução.

Artigo publicado na íntegra na Revista “Sintonia Holística” – ano II, No. 11; e síntese publicada na Revista “Guia Lotus”, outubro de 2001
Fonte: http://www.vitriol.com.br/artigo_mandalas.htm

Pólo Norte pode derreter até setembro deste ano

O gelo marinho do Pólo Norte pode derreter até setembro, de acordo com cientistas do Centro Nacional de Pesquisas da Neve e do Gelo em Boulder, Colorado. Segundo a CNN, existe 50% de chance de que o fino gelo do Ártico, que congelou no último outono, esteja completamente derretido na região até o verão no hemisfério norte, de acordo com o cientista Mark Serreze.

"Nós temos uma espécie de aposta informal correndo em nosso centro se "o Pólo Norte derreterá neste verão" e isso é possível, disse Serreze. Segundo o cientista, nas últimas décadas o gelo que cobre o mar Ártico se tornou cada vez mais fino enquanto as temperaturas globais se elevaram. Para Serreze, os padrões específicos do clima determinarão se a cobertura do Pólo Norte derreterão neste verão.
"Ano passado, tivemos a sorte de contar com um padrão perfeito do tempo para livrar a Passagem Noroeste", ligação entre o continente asiático e o americano, afirmou Serreze. "Neste verão, um padrão diferente pode preservar algum gelo por lá. Devemos esperar para ver o que acontece".
O cientista afirma que a breve falta do gelo na parte superior do globo não trará nenhuma conseqüência imediata. "Do ponto de vista da ciência, o Pólo Norte é apenas mais um ponto no globo, mas isso tem o seu significado simbólico". Para Serreze, supõe-se que exista gelo no extremo norte do planeta e o fato de não ter qualquer gelo até o fim do verão pode ser uma grande mudança simbólica.
Há alguns anos, cientistas previam verões sem gelo no mar do Ártico em 2080. Depois simulações de computador começaram a antecipar essa data, para um período entre 2030 e 2050. No verão de 2007, o gelo do mar do Ártico encolheu, atingindo seu nível mais baixo já registrado, passado de 7,8 milhões de quilômetros quadrados em 1980 para 4,2 milhões de quilômetros quadrados. (Fonte: Estadão Online)



http://noticias.ambientebrasil.com.br/noticia/?id=39079
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