Pequeno trecho da Kena Upanishad


Quem comanda a mente para que ela pense?
Quem ordena que o corpo viva?
 Quem faz a língua falar?
Quem é o Ser radiante que conduz o olho à forma e à cor, e o ouvido ao som?

Ilustração: Eva Uviedo

O silêncio físico e o silêncio da mente


Senda Divina- Swami Sivananda
Na linguagem comum, sentar-se calado, sem falar com ninguém, é silêncio. Se seu amigo não te escreve durante muito tempo você exclama: “mantém um frio silêncio não sei porque.” Se ninguém fala num salão de conferencias durante uma palestra emocionante diz-se: “A outra noite havia um silêncio absoluto enquanto o filosofo dava sua conferencia”. Quando as crianças fazem muito barulho na classe o professor lhes diz: “Silêncio, por favor”. Quando encontra os sadhus, ou peregrinos, um deles te diz: “Este outro sadhu é um Mauni. É meu amigo é esta guardando silêncio há seis anos.” Todos estes silêncios são físicos.

Se não deixar que seus olhos vejam os objetos, abstraindo-os por meio da pratica de Pratiahara ou Dama, isto constitui o silêncio deste sentido em particular. Mantém-se um jejum absoluto nos dias. Ekadasi sem tomar nem uma só gota de água, isto é o silêncio do Indriya da língua. Se não realiza nenhum trabalho, sentando-se em Padmasana durante três horas seguidas, isto constitui o silêncio das mãos e pés.

Mas o que realmente se requer é o silêncio da mente fervilhante. Pode fazer voto de silêncio, mas tua mente seguirá formando imagens. Será surpreendido por Sankalpa, ou imaginação. Chita, ou a mente subconsciente, manifestará suas lembranças. A imaginação, a razão, a reflexão e outras funções diversas da mente seguirão produzindo-se continuamente. Então, como conseguir paz ou silêncio verdadeiros? Para isto o intelecto deve deixar de funciona. O sentido interno astral deve encontrar-se em perfeito descanso. Devem desvanecer-se por completo todas as ondas mentais. A mente deve descansar no Oceano de silêncio ou Brahman. Somente então poderá desfrutar de um silêncio verdadeiro e duradouro.

Fonte: http://www.purayoga.com.br/silencio.html

Elvis (o Presley!) fazendo Yoga, ou algo parecido...


Cena do filme "Easy Come, Easy Go" de 1967
Letra da música "Yoga Is As Yoga Does"
Yoga is as yoga does there's no in-between / Your either with it on the ball or you've blown the scene
I can see lookin' at you, you just can't get settled / How can I even move, twistin' like a pretzel
(Yoga is, yoga does) / (There's no in-between)
(Your either with it all the way) Or you've blown the scene / (Or you've blown the scene)
Come on come on, untwist my legs / Pull my arms a lot
How did I get so tied up / In this yoga knot
You tell me just how I can take this yoga serious / When all it ever gives to me is a pain in my posteriors
Stand upside down on your head, feet against the wall / A simple yoga exercise done by one and all
Now cross your eyes and hold your breath, look just like a clown / Yoga's sure to catch you if you come falling down

Os 5 Kleshas

Nos Sutras de Patanjali é possível encontrar as cinco principais causas de sofrimento da humanidade. Cinco aspectos que nos levam a dor, aflições e sofrimentos; cinco questões que nos impedem de atingir um estado de illuminação. Estamos falando dos Kleshas:

Avidya – O principal deles. Na verdade por causa deste é que surgem, ou se manifestam todos os outros quatro. Avidya significa IGNORÂNCIA. É o não saber como as coisas são de verdade. É a ilusão que temos a respeito dos “nossos mundinhos” onde na maioria das vezes, fechamos os olhos e o coração, não deixando que a verdade se revele.

Não somos os donos da verdade, não sabemos de tudo. A vida possui mecanismos e caminhos que estamos longe de entender, então sejamos humildes e transformemos nossa ignorância em degraus para o aprendizado e crescimento.

Asmita – EGOÍSMO. Este é o segundo Klesha. Sempre que penso em egoísmo, penso nos animais... completamente desprovidos de ego.

Sim, houve um momento na evolução do homem em que tínhamos que ser individualistas, precisávamos pensar em nossa sobrevivência, em comer, em ganhar, em levar vantagem sobre o mais fraco, do contrário não teríamos evoluído como espécie. O problema é que isso foi no tempo das cavernas e a grande tristeza é que a maioria de nós ainda não percebeu e continua naquela energia, confundindo o que antes era individuação e evolução com o que agora é egoísmo. “Meu umbigo e nada mais”.

Raga – APEGO. Para entender este, basta pensar naquela roupa que você não daria a ninguém por nada, em algum objeto preferido, no sentimento de posse nos relacionamentos, no não-compartilhar conhecimento, inspirações. Não querer “perder” nada, nem ninguém. Somos realmente donos de alguma coisa? Em que cartório foi registrado? Deixe ir o “velho”, para que venha o “novo”!

Dvesha – AVERSÃO. É o não entender que somos partes de algo maior. E que dentro de nós temos também aquilo que nos faz ter aversão no outro.

Se estamos em determinada situação, ou convivendo com pessoas que nos causam algum tipo de sentimento de repulsa, cuidado! Atraímos o que nos é semelhante. Muitas vezes rejeitamos o que não conseguimos lidar, entender, o que está na nossa sombra.

Abhinivesah – MEDO DA MORTE. Todos os medos do mundo desembocam num mesmo lugar: o medo da morte. O medo de perder a vida. Aquilo que nos é mais precioso. O maior presente de todos.

Penso que a morte no sentido de acabar para sempre não existe, o que existe é a transformação, a mudança de um estado para outro, de uma dimensão para outra, de uma condição para outra, do material para o sutil. Morrer é transformar. (Mas tudo bem, também não preciso “transformar” por agora não. Por hora, basta... entender). Viver sempre!

Conhecendo os 5 Kleshas já diminuímos um pouco mais nosso estado de Avidya, podemos até nos considerar um pouco mais conscientes. Vamos então trazer este conhecimento para nossas vidas, do contrário... não tem graça saber. Ou você acha que alguma coisa que chega ao seu conhecimento é por mero acaso do universo? Acorde e mãos a obra.

Samputa Mudra

Este mudra representa o mistério da vida.
Como se dentro de  nossas mãos estivess esse grande tesouro. Por mais que estudemos, por mais que procuremos, por mais progresso que a nossa ciência faça, a vida ainda é ... um grande mistério.

Muladhara Chakra

Um quadrado amarelo circundado por uma flor de lótus de quatro pétalas vermelhas conectadas a quatro nádís. Dentro deste quadrado há um triângulo invertido (a yoni da Deusa) com um shivalinga. Ao seu redor, representando a kundaliní, há uma serpente enroscada com três voltas e meia. No centro está escrito seu dharábíja, Lam, e a Deusa regente é Dhákiní-Shakti sentada sobre um elefante. Seu elemento é a terra. Seus bíjamantras para as pétalas são vang, shang, kshang e sang. Os planos cósmicos (lokas) relacionados são bhúloka (plano físico) e pretaloka (plano etéreo). Seu váyu é apána. As glândulas associadas são as supra-renais. Os vrttis e suas raízes acústicas (consoantes do alfabeto sânscrito) são os que se seguem:


1. Dharma (desejo psicoespiritual), va.
2. Artha (desejo de natureza psíquica), sha.
3. Káma (desejo de natureza física), sa.
4. Moksha (desejo espiritual), as.

- múládhára significa apoio da raiz”, múlá significa raiz e adhara, suporte ou apoio.
- localizado na base da coluna, no períneo (entre o ânus e órgãos genitais) e se origina na região sacra.
- representados por 4 pétalas.
- bíja mantra: lam
- atua nas glândulas supra-renais.
- hormônio: adrenalina e noradrenalina.
- elemento (tattwa): terra (prithivi)
- forma geométrica do elemento: quadrado
- Brahma granthi: nó de brahma
- faculdade sensorial: olfato

Outras associações

Associado a este chakra está todo o sistema eliminatório, bem como os ossos, as pernas, os pés e o cóccix. Por sua conexão com as glândulas supra-renais, este chakra se relaciona com os opostos de luta e fuga. O sentido associado a este chakra é o olfato e seu órgão o nariz; contudo, seu órgão de ação é o anus.

Existem inúmeras formas de se trabalhar este chakra. Pela aromaterapia, as essências que criam uma segurança, uma estabilidade, são apropriadas, como cedro, sândalo ou gergelim. Óleos relacionados utilizados em massagens são os de gergelim e amêndoas. Na intenção de uma dieta relacionada a este chakra nós podemos citar os seguintes alimentos: raízes, cereais integrais, leite e derivados, nozes, cálcio e minerais. O dosha (biótipo ayurvédico) associado é kapha.

No contexto do Hatha Yoga, as seguintes técnicas estão associadas ao múládhárachakra: a) ásanas – dandásana (bastão), virabhadrásana (herói) 1 & 2, tadásana (montanha), vriksásana (árvore), parsvakonásana (ângulo lateral), deviásana (deusa), malásana (cócoras), baddha konásana (borboleta), pávanmuktásana (joelhos no peito) e padmásana (lótus); b) pránáyáma – káki com foco na exalação; c) mudrás – chinmáya, hasta, bhú, apána, áswini; d) bandha – múla bandha (contração do períneo).

Normalmente, imagens associadas às experiências com múládhárachakra, muitas vezes conectadas as propensões mentais, são: uma ação da gravidade muito forte, raízes, lar, os primórdios do processo evolutivo, viagem ao centro da terra em busca de energia vital, sincronia entre os processos respiratórios e os ciclos da pulsação do planeta, liberação do medo da morte, instintos de sobrevivência.

Simhasana



Algumas pessoas não se sentem muito confortável fazendo esta postura, não que ela tenha um grau de dificuldade elevado, muito pelo contrário se nos referirmos apenas ao asana; porém a postura do leão trabalha nossa auto confiança e é ótima para ajudar a vencer a timidez. E diria ainda que é uma postura que traz a alegria, pois ainda não encontrei ninguém que não solte uma risada, por mais tímida que seja, após executar este asana.

Em termos de benefício físico Simhaasana é excelente para limpeza da garganta para combate a gagueira e mau hálito.

Deve-se evitar fazer Simhaasana em frente a uma outra pessoa, pois neste asana você coloca para fora toda energia que não lhe serve, toda energia densa e pesada que por ventura você esteja retendo.

Asanas

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