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Yoga X Egoyoga






Entrevista com Prof Hermógenes

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O filme* Tempo de Espera, Tempo de Vipassana ("Doing Time, Doing Vipassana" - India/Israel, 50min), relata uma experiência ocorrida no Presídio de Tihar, Nova Déli, 1993 e em diversas prisões da India, com aplicação da técnica de Meditação Vipassana, com o intuito de abrandar o sofrimento dos presos, que obtiveram resultados significativos para suas vidas e para o convívio com a realidade da prisão, tornando-os pessoas mais positivas para o retorno à sociedade.

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"Kiwi"
Acho, que uma vez na vida, todo mundo foi, ou será um "kiwi"










Meditação






Vida além da Vida



Entrevista com Prof. Hermógenes

O Grande Mestre
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O professor Hermógenes, precursor do Yoga no Brasil, afirma que a modernidade transformou a filosofia milenar em mero exercício
(MARTHA MENDONÇA)
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Na rua Uruguaiana, um dos formigueiros humanos no centro do Rio de Janeiro, a gritaria do mercado popular, somada ao barulho dos carros e ônibus, é capaz de estressar qualquer transeunte. Quem passa por ali dificilmente acreditaria que há 45 anos, na cobertura do prédio de número 118, existe um lugar onde impera o silêncio. Lá, o respirar é lento e profundo. Numa ampla sala de chão coberto por esteiras de vime, José Hermógenes de Andrade Filho, de 86 anos, presta atenção à postura de seus alunos.

Mais conhecido como professor Hermógenes, o precursor da Yoga no Brasil repete incessantemente, como um mantra: “Respirem, respirem”. Cerca de dez homens e mulheres, todos na terceira idade como ele, obedecem e capricham nas posições simples, que relaxam, ativam a circulação e irrigam o cérebro. Todos estão ali há pelo menos dez anos. Dona Diamantina, viúva, de 81, freqüenta suas aulas há 30 anos. Curou a coluna. Seu Benjamin, de 80, livrou-se da depressão. No fim, 15 minutos de piadas de salão encerram a aula. “É hora da risoterapia”, diz o professor, que se esmera em imitar sotaque português e voz de papagaio.

A aula das tardes de sexta-feira é a única que o professor Hermógenes comanda hoje. O tempo dele divide-se entre algumas viagens de trabalho – palestras e visitas a projetos sociais pelo Brasil –, caminhadas pelo Aterro do Flamengo, onde mora, e muito descanso e leitura, em casa. “Acordo às 6, faço uma refeição leve, caminho meia hora, tomo banho, repouso um pouco. Depois do almoço, leio e faço pequenas atividades. No momento, termino o prefácio de um livro. Estão me pedindo muitos prefácios”, afirma Hermógenes, que já publicou 21 livros sobre Yoga. O primeiro, Autoperfeição com Hatha Yoga, um marco no Brasil, chegará à 50a edição no ano que vem e vai ganhar uma reedição especial.


“Janto cedo e me deito cedo, depois de passar os olhos nos telejornais”, diz o professor. Nos fins de semana, almoça com toda a família. E quando medita? Quando faz Yoga? “Estou fazendo neste momento”, afirma. Simples assim. O professor Hermógenes é uma figura desconcertante. Com apenas 1,60 metro e 57 quilos, dá um abraço de estalar a coluna, mesmo em quem acabou de conhecer. E não abre mão desse contato físico. “Minha religião é o amor”, afirma.

A história de amor entre a Yoga e o professor Hermógenes – que completa 50 anos – é semelhante à de muitas pessoas: um encontro patrocinado pela dor ou pela doença. A grande diferença é que, em 1957, ninguém conhecia essa filosofia. Capitão do Exército, de 35 anos, casado, duas filhas, Hermógenes descobriu-se tuberculoso. Nascido em Natal, a essa altura já morava no Rio. Foi obrigado a afastar-se da vida militar, tornou-se ocioso, engordou. Passou a ter uma vida “pobre em esperança e vigor”, como ele mesmo define.

Num raro passeio ao centro da capital carioca, entrou na livraria Leonardo da Vinci, na Avenida Rio Branco. Em uma das prateleiras, chamou-lhe a atenção um livro em inglês sobre o poder curativo da Yoga. Era teórico, e serviu para acender sua curiosidade sobre o tema. Menos de um mês depois, queria mais. Voltou e encontrou outro, em francês, com exercícios. Praticava no chão do banheiro, gelado e impróprio para quem acabara de sair da tuberculose. Fazia os exercícios escondido da mulher – estava proibido pelos médicos de pegar sol, tomar banho de mar, andar descalço e manter qualquer atividade física. “Eu ficava ali todos os dias por uma hora, praticando. Foi assim quase um ano, e então minha vida mudou. Emagreci, esculpi o corpo, acabaram-se as gripes e a insônia”, afirma.

O primeiro livro do mestre nasceu quase três anos depois. Estudou o que pôde em publicações estrangeiras, consultou médicos e psiquiatras. O manual de Yoga em língua portuguesa causou impacto há meio século. Foi chamado a dar palestras e entrevistas. Passou a receber cartas de pessoas que insistiam para que ele desse aulas. Como precisava de uma renda para sustentar a família, em 1962 abriu sua academia, que funciona até hoje sem alarde ou propaganda. Acredita que já passaram por ali mais de 2 mil alunos. Muitos se tornaram professores e ajudaram a espalhar a filosofia pelo Brasil. “O professor sempre difundiu os princípios filosóficos mais nobres da Yoga e o faz até hoje, quando há tantas escolas que a reduzem a um mero exercício físico ou atividade comercial”, diz Marco Taccolini, um dos organizadores do recém-lançado Livro de Ouro do Yoga, da Ediouro – cujo prefácio é de Hermógenes.

A atual banalização da Yoga é assunto que, se não chega a irritar o professor, altera ligeiramente o tom de sua voz, sempre suave. “A culpa é da Madonna”, afirma. Ele acredita que desde que a milenar filosofia, nascida na Índia, caiu no gosto dos modernos, houve uma difusão superficial do que ela realmente é. “Dão ênfase ao que a Yoga faz com o corpo, esquecendo-se do autoconhecimento e da integração do ser humano com o universo. É o que diz o nome Yoga: união. E ainda paz, verdade, s retidão, amor e não-violência”, afirma. São coisas da Kali Yuga, diz o professor. Kali representa o escuro, a treva, e Yuga a era, o período. Portanto, para ele, vivemos tempos de uma sociedade desestruturada, de violência e intolerância. De muita informação e pouca educação.

Esse caminho de uma Yoga mais espiritual está refletido em sua obra literária. Em defesa de uma era mais iluminada, o mestre iogue ainda percorre o país – longe de holofotes – divulgando sua filosofia. Vai a escolas de menores infratores, a hospitais e penitenciárias. Recebe cartas de pessoas que garantem ter sido transformadas por seus livros. Nesses lugares, tenta afastar as pessoas do que ele chama de “normose” – definição que ele dá à situação de quem vive de forma padronizada, ajustado por uma sociedade desequilibrada. “O normótico vive uma vida mundana, sem comprometer-se com seu interior, que é superior a tudo. É aí que surgem as doenças do corpo e da alma”, afirma. Hoje, o professor não faz mais as posições difíceis que sempre surpreendeu alunos e platéias. Sente saudade da Sirshasana, postura inversa sobre a cabeça, sua preferida.

Como seu sucessor, ele apresenta João Thiago Leão, de 28 anos, um dos seis netos homens. Há ainda três bisnetos. Foi praticamente o único da família a levar a Yoga a sério. É ele quem hoje toca a academia. “Uma de minhas filhas pratica Yoga agora, depois de velha. A outra encantou-se com o catolicismo”, diz. Não há qualquer crítica no comentário. O ecumenismo é parte da vida de Hermógenes. Em sua sala, convivem imagens de São Francisco de Assis, Jesus Cristo e Nossa Senhora, estátuas de Buda, um desenho de Madre Teresa de Calcutá, cristais, anjos e fotografias do guru indiano Sai Baba, a quem o professor visita quase todos os anos, na Índia. Na sala, há ainda sinos de vento, miniaturas dos profetas de pedra, retratos dos netos, um cabideiro com uma coleção de bonés e uma imensa estante de livros de Yoga, filosofia, psicologia, medicina.

“A vida de Hermógenes é um apostolado, e ele é um arquipélago de conhecimentos”, diz Divaldo Franco, o médium brasileiro mais famoso no mundo. O depoimento está no documentário Deus Me Livre de Ser Normal, do fotógrafo Marcelo Buainain, sobre a vida do professor. O filme traz falas de alunos e amigos como Chico Xavier, Elba Ramalho e o escritor Pierre Weil. Amigo de longa data, o teólogo Leonardo Boff diz que Hermógenes é “um dos anjos bons do Brasil”. Os dois se conheceram em 1971, período em que Boff lançava Jesus Cristo Libertador, fundando a Teologia da Libertação. De lá para cá, estiveram juntos em palestras pelo país. “Jamais pratiquei Yoga, mas temos em comum a busca de um Deus interior”, diz o teólogo.

Caçula dos 20 filhos de um funcionário público e uma costureira, Hermógenes não é um homem rico. Vive com algum conforto, mas com simplicidade. Casou-se duas vezes. A primeira com Yone, mãe de seus filhos, já morta. A segunda, Maria, morreu em 2002. Com a última fez suas primeiras viagens à Índia. Perdeu as contas de quantas vezes foi até lá. Mora sozinho, sob os cuidados da empregada, Sebastiana. A cinema ou teatro, não vai há tempos. Orgulha-se de já ter escrito quatro livros no computador. Tem se dedicado à poesia. É vegetariano e raramente come doces. Jamais aprendeu a dirigir. Diz que anda sozinho, sempre de táxi. “É uma medida de não-violência”, afirma, para depois confessar a verdade. “Uma vez tentei, mas cometi barbaridades.” O professor é irônico. Cultua o riso. Diz que já deixou palestras formais para contar piadas ao público.

“O que mais acho bonito no meu avô é que ele vive o que sempre pregou. Faz o que sempre ensinou: a prática do bem”, diz o neto e discípulo João Thiago, referindo-se à adoração que as pessoas têm pelo avô. Hermógenes acha que é pouco. Afirma que provavelmente vai morrer sem alcançar sua meta. “Sou egoísta e ainda tenho orgulho de convencer as pessoas. Sinto prazer no aplauso. Não deveria mais sentir isso”, afirma. A idade avança e Hermógenes diz não sentir medo da morte: “Dão ênfase ao que a Yoga faz com o corpo, esquecendo-se do autoconhecimento. Um dia a idade vem, trazendo o envelhecimento deste corpo, o sofrimento. Quando a vida se torna desagradável, a morte é como a sineta da escola. Vai começar o recreio!”.

Fonte: Revista Época – Novembro de 2007

Alguns Asanas

A tradução mais comum dada à palavra ásana aqui no ocidente é postura. No entanto, essa é uma tradução literal, que esconde o verdadeiro significado, muito mais profundo e abrangente.

De fato, ásana é um estado de espírito no qual a pessoa pode permanecer fisicamente e mentalmente firme, calmo quieto e confortável.


Assim, podemos verificar que a simples execução de um movimento corporal, o contorsionismo simples, não constituem o que em yoga se chama de ásana.






Vrikshasana










Sarvangasana








Purvottanasana











Paschimotanasana




Quando um praticante ou adepto está em sua rotina diária de ásanas, ele deve verificar se a cada dia sua mente e corpo se tornam mais firmes, confortáveis, calmas e quietas. Mais que isso: deve verificar se tudo isso ocorre de forma natural e não forçada.


Dominar ou saber fazer um ásana não é se estabelecer na postura simplesmente, mas sim verificar e atingir o estado de quietude, calma e paz em todos os aspectos da existência enquanto se está no ásana.

Quando isso for atingido, ai sim podemos dizer que dominamos esse ou aquele ásana.






Savasana









Utita Hasta Padangushtasana









Vasishtasana







Garudasana
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De maneira comum, costuma-se associar as ásanas a posições corporais específicas que abrem os canais de energia e os centros psíquicos, conhecidos como nadis e chakras respectivamente.
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De uma forma simplista, podemos dizer que as ásanas produzem o “ajustamento” da conversa entre o corpo físico, o corpo espiritual e mental, fazendo com que a ordem seja reestabelecida nesses três pontos.



Gomukasana

Halasana

Janu Sirsanasa


Marjariasana

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Em algumas escrituras yogues se diz que o número de ásanas é de 8.400.000, sendo esse número o número de cada encarnação que o ser precisa para se liberar do ciclo de nascimentos e mortes a que está preso.

Mas dessas posturas, somente algumas centenas são usadas e dessas apenas 84 tem releveante importância.

Pela prática lúcida dessas ásasnas é possível refrear e até mesmo não ser atingido pelo processo cármico, dando vários passos evolutivos em uma única vida.Mas esse processo ocorrerá sempre se o praticante compreender os processos mentais advindos das aberturas energéticas e consciencias que os ásanas podem proporcionar.



Ardha Chandrasana







Bhujangasana







Badha Konasana





Fonte: ESULC e imagens: iyogalife

Puja

Um pújá é um ato de reverência do devoto em relação a uma determinadarepresentação de Deus 
Pedro Kupfer

Puja não significa oferenda de flores e outras coisas. É em verdade colocar o próprio coração no mais alto espaço da consciência, acima de qualquer construção mental. Significa realmente dissolução do ser no ardor perfeito (da Consciência Suprema).
Vijñanabhairava, 147


Considero todas as pessoas que passam pela minha vida como uma parte de Deus que têm algo a me ensinar. Que chegam na minha vida como uma lição a ser aprendida, ou revisada. Alguns chegam como verdadeiros "provões" difíceis de passar, e perco muitas vezes. Se bem, que mesmo perdendo... acabo aprendendo.


Quero agradecer imensamente, do fundo do meu coração a todas as pessoas que passam por minha vida e que, quase sempre, sem perceber, me ensinam caminhos, valores, atitudes que enriquecem meu espírito e colaboram para que ele (eu) cumpra parte da missão com a qual me comprometi: aprender, aprender, aprender, melhorar e evoluir.


Agradeço aos que me desiludiram, pois me libertaram da ilusão.


Agradeço a todos os meus professores, aqueles que realmente vieram como mestres para me ensinar algo: ler, escrever, pensar, viver...


Agradeço aos amigos, que não desistem de mim, mesmo sendo eu, muitas vezes, uma pessoa ausente fisicamente, pois 24 horas passou a ser um tempo curto com tanta coisa pra fazer, estudar, viver, sentir, aprender .... Peço também desculpas a esses amigos quando dei mais valor ao meu caminho, a minha jornada do que aos problemas a que eles estivessem passando, ou simplesmente, não percebi a importância de estar presente.
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Muitas vezes também me sinto solitária na minha caminhada, mas e quem disse que essa caminhada é uma viagem de férias que se faz em grupo?! Ela é solitária mesmo, ela é individual. O caminho que é bom para mim, dificilmente será tão bom para você! Isso quando a gente consegue descobrir qual é o caminho. Muitas vezes ele só se revela depois que já foi caminhado.. "Ahhh! então era esse o plano!!!"
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Cada pessoa é um mundo cheio de experiências diferentes das minhas, e é tão bom conhecê-las todas. Gostaria, como diz um texto de Vinícios de Moraes, de levar todos os meus amigos comigo o tempo todo. Gostaria de levar todas as pessoas que tocaram meu coração sempre perto de mim, mas não dá. Cada um com seu caminho. Então levo-as todas num lugar muito especial da minha alma e de vez em quando acesso um deles e revejo as lições aprendidas.
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Pais, Amigos, Colegas, Vizinhos, Alunos, Desconhecidos... existem pessoas que passaram por minha vida por menos de um minuto (acredite) e estão comigo há anos.
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Todos trouxeram um "cartão de visita", uma mensagem / desafio. Tentei ler todo os cartões, e espero ter aprendido com eles. Novos cartões estão chegando e às vezes me parece que eles estão ficando cada vez mais difíceis de ler, mas com paciência aprenderei a lição.
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Obrigada , obrigada, obrigada!!!
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Obrigada por todas as lições! E aquelas que não aprendi, tenho certeza que elas voltarão com novos professores e talvez um pouco mais difíceis, mas enfim... "tamo aqui pra isso mesmo né?!"
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Agradeço a Deus. Agradeço aqueles que não conheço ainda, ou pelo menos não lembro, aqueles que são responsáveis por minha encarnação, aos que apostaram em mim, aqueles que acharam que eu daria conta do recado e que por essa confiança, estou aqui. Tenho plena convicção de que eles existem e posso sentí-los aqui comigo agora. Espero estar acertando mais do que errando, ou pelo menos estar na média. Sei que a oportunidade é rara e especial. Muitas vezes não faço escolhas corretas, ou tenho a atitude mais adequada, mas a intenção principal, com certeza, é a de acertar.
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"Que eu não me perca, que eu não me fira, que não me firam, que eu não fira ninguém. Livra-me dos poços e dos becos de mim, Senhor."
(Caio Fernando Abreu)

OM

OM.
Conduza-me da falsidade à Verdade.
Das trevas da ignorância à Luz.
Da morte à imortalidade.
Que todos tenham saúde.
Que todos vivam em paz.
Que todos vivam em plenitude.
Que todos tenham uma vida auspiciosa.
Que o Universo viva em estado de felicidade.

. (Brhad Aranyaka Upanishad)


Certa vez ouvi uma definição do OM que ficou gravada em mim, e sempre que alguém me pergunta o que significa esse símbolo, posso até não dizer o que estou pensando, mas o que vem na minha cabeça é: "O OM é a logomarca de Deus"

Para que as pessoas entendam melhor, e dependendo do grau de interesse em que elas tenham em realmente saber o que significa o OM, podemos dizer que ele é o símbolo do Yoga, ou mais ainda, é uma das 50 letras do alfabeto Devanagari, pertencente a uma antiga língua da Índia, o Sânscrito, mas tem mais, o OM representa o som primordial, o som da criação do universo, o som do infinito, passado, presente e futuro, o corpo sonoro de Deus, OM é o próprio universo.

O OM é a união entre corpo, mente e espírito, OM é Yoga; do OM originam-se todos os demais mantras, e dele recebem toda a força. A entoação deste mantra purifica o ser interno e harmoniza a mente. Também chamado de Pranava, aquele que se renova eternamente, representa a trindade hindu: Brahma (o criador), Vishnu (o preservador) e Shiva (o destruidor).

E atenção, a forma correta de se traçar o OM é com seu círculo a direita traçado no sentido horário, e não no anti-horário!

OM é paz
OM é silêncio
OM é união consigo mesmo
OM é união com Deus
OM é Yoga

Mini Dicionário de Sânscrito

Ahimsa: Não violência

Aparigraha: Desapego

Asana: Posturas; exercícios físicos do Yoga

Asteya: Não roubar

Atman: Alma

Bandha: Contrações

Brahmacharya: Equilíbrio sexual

Chakra: Centros de captação e distribuição de energia

Chandra: Lua

Dharma: Retidão, justiça.

Guru: Mestre espiritual, o que discipa as trevas

Ishvara: Deus

Ishvarapranidhana: Conviança em Deus

Japa: Repetição

Jnana: Conhecimento

Karma: Ação

Kirtan: Cânticos devocionais

Kleshas: Aspectos negativos da consciência

Kundalini: Energia primordial presente em todo ser humano

Maha: Grande

Mat: Tapetinho para prática de asanas

Moksha: Libertação (objetivo do Yoga)

Mudra: Gestos com as mãos ou com o corpo

Nadi: Canais energéticos do corpo

Namastê: Saudação que significa ' O Deus que está em mim, saúda o Deus que está em você'

Om: O som primordial; a realidade suprema; passado, presente e futuro.

Padmasana: Postura de Lótus

Patanjali: Codificador do Yoga Clássico

Prana: Força vital

Pranayama: Exercícios respiratórios

Puja: Ritual de adoração

Sadhana: Caminho espiritual

Samadhi: Iluminação

Samsara: Roda das encarnações

Sankalpa: Resolução interior

Sat-sanga: Confraternização

Satya: Verdade

Shanti: Paz

Surya: Sol

Tapas: Disciplina

Upanishad: Texto sagrado

Vedas: Conjunto dos conhecimentos sagrados

Yoga: União

Yoga Sutra: Compilação da codificação de Patanjali

Yogi: Praticante de Yoga. Quem vive em Yoga

Yogini: Feminino de Yogi

Yuga: Divisão do tempo (Era)

Individuação e Ego

Dois conceitos difíceis de entender se colocados lado a lado.

Individuar-se é entrar em contato com você mesmo, com sua essência, com o que realmente você pensa, e quer da vida. é deixar o seu espírito imortal se manifestar de acordo com todas as experiências já vividas por ele. É ser quem você é, sem medo do que os outros vão pensar, ou como eles vão te julgar. É aceitar que você não gosta, ou gosta de certas coisas, mesmo que a maioria seja do contra. Individuar-se é entrar em contato com seu "eu" verdadeiro, sem máscaras sociais, sem medo, mas também sem agressão ao outro.
Já o ego parece ser o vilão de toda a história. O ego é invejoso, é individualista, é personalista, é orgulhoso, enfim é o "bandido". Mas o que seria de nós sem o ego?! É o ego que nos impulsiona na vida, que nos faz escolher o melhor para nós, que nos torna firme diante da vida, e que muitas vezes nos dá coragem em momentos em que o orgulho de não voltar atrás é mais forte do que a coragem de seguir em frente, ou a certeza de que aquele seu projeto vai dar certo.
Na verdade, a grande questão é que o ego nos empurra pra frente até um certo ponto da vida. Dali em diante, se deixarmos ele comandar, ele vai é nos empurrar para trás. E onde é esse momento?! Ah... vem a velha máxima: Cada caso é um caso!
E ainda tem aquele momento em que não sabemos quem está comandando, se nossa alma imortal, ou o ego e suas ilusões transitórias. Só podemos ficar atentos a tudo que nos rodeia, a nossas atitudes, saber o que estamos fazendo e aceitá-las com responsabilidade.
Sempre que penso em ego, me lembro de uma história que li uma vez sobre um cachorro que fica feliz quando seu dono chega, corre, pula em cima do dono, faz aquela festa e o dono, cansado do dia trabalho, ou aborrecido com suas questões, enxota o bichinho com gritos e até agressões físicas. Pois bem, se passam poucos minutos e se o dono chamar o cachorrinho de volta para fazer um afago, ele vem. Por que ele vem? ele foi magoado, enxotado, o dono não pensou nos sentimentos dele.... Bom, ele vem porque não tem "ego". Não tem orgulho. Já nós outros, temos todos esses sentimentos dentro de nós que nos torna "frágeis" diante dos acontecimentos externos, que invadem nosso mundo interno e nos faz sentir abandonados, tristes, magoados, feridos...
Tem horas que deveríamos nos comportar como o cachorrinho da história, mas somos seres evoluídos não é?! temos SENTIMENTOS!!!
.... mas e o cachorrinho? não tem?
Namastê!
Laísa

Quando tudo vai bem

Existem momentos na vida da gente de profunda felicidade e de profunda simplicidade.
Geralmente estes momentos não são percebidos por ninguém ao nosso redor, apenas por nós mesmos. É um momento em que percebemos a coerência de todas as coisas, da vida, do nosso papel na vida. É o momento em que temos a certeza de estar fazendo a coisa certa; de estarmos cumprindo com o nosso planejamento reencarnatório.
Esses momentos me trazem uma emoção inexplicável. Uma emoção em que tenho que me controlar para não desabar no choro e cair de joelhos agradecendo a Deus, a Vida, ao Universo pelo presente que recebo todos os dias, mas que só me dou conta em momentos especiais como aquele.
Como seria bom se para tudo que fizéssemos na vida, pudéssemos perceber Deus ali, do nosso lado... esses momentos são um atestado de que estamos fazendo a coisa certa, de que estamos indo bem.
Algo indescritível, algo "indizível", um momento que apenas nosso Espírito consegue sentir... mais ninguém....
Laísa - 15/12/2007
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